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terça-feira, 3 de maio de 2011

Fonte Bastardo: campeão nacional de voleibol

A equipa da Associação de Jovens da Fonte do Bastardo (Praia da Vitória, Ilha Terceira) venceu, pela primeira vez, o campeonato nacioal de voleivol.
Uma grande vitória destes jovens e dos Açores.
Parabéns!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Lenda de Angra do Heroísmo

Segundo a tradição, o príncipe dos mares vivia apaixonado por uma linda princesa de cabelos louros que vivia próximo aos seus domínios. A princesa, entretanto, não correspondia aos seus amores por já se encontrar apaixonada por outro príncipe. O senhor dos mares vivia consumido por ciúmes que muitas vezes o levavam à violência, e decidiu chamar uma fada ao seu reino marinho, com o objectivo de mudar o rumo aos acontecimentos.
A fada veio e tentou durante bastante tempo que a princesa desistisse do seu amor e se apaixonasse pelo Senhor do Mar. Fez magias e quebrantos e exerceu todas as suas influências, mas sem nada conseguir devido ao profundo amor da princesa pelo seu príncipe. Furioso, o senhor dos mares acabou por expulsar a fada dos seus domínios.
Um dia, os dois apaixonados, que até ali tinham vivido só da troca de olhares e de suaves devaneios, trocaram o primeiro beijo. Foi um beijo rápido, mas o sussurro dos apaixonados foi escutado pelo senhor e príncipe dos mares, que acordou do leito de rocha de basalto negro e areia vulcânica onde dormia.
A fada também ouviu e atravessou apressadamente os céus em direcção ao reino do príncipe dos mares, pois via a oportunidade de se vingar do príncipe, por quem entretanto se tinha apaixonado, e da princesa que lhe roubava a felicidade.
Quando chegou perto do Senhor do Mar, viu-o furioso a bater-se contra a terra com furiosas e encapeladas ondas cobertas de espuma branca e disse-lhe baixinho: "Príncipe do mar, chegou a hora da vossa vingança. Aqui estou para fazer o que mandardes." Cego pelo ciúme e pela raiva, este ordenou-lhe em tom de ódio: "Correi, fada, fulminai o príncipe que roubou minha amada. Mas... lembrai-vos, só a ele!"
Aceitando o desafio com a cabeça e convidando o Senhor do Mar a assistir à vingança que ia preparar, a fada levou-o pela mão em direcção à praia onde estavam os dois apaixonados. Lá foram encontrar a princesa de cabelos soltos, dourados ao sol poente, levemente reclinada sobre o seu apaixonado.
Rapidamente, a fada soltou a mão do Senhor do Mar e se precipitou sobre o par enamorado, fazendo um encanto: o príncipe ficou transformado num grande monte (o Monte Brasil) coberto de denso arvoredo, levantando-se altivo de frente para o mar. A princesa recusou-se a abandonar o seu apaixonado e ficou para sempre reclinada na posição em que se encontrava. Com o passar os milénios, transformou-se na baía e na cidade de Angra do Heroísmo. Encontram-se os dois unidos e embalados para sempre pelas noites e pelos dias, pelo eterno soluçar angustiado do Atlântico, príncipe e senhor dos mares.
Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Almeida Garrett: um portuense que amava os Açores

Em Angra do Heroísmo
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu, faz hoje 212 anos, na cidade do Porto, no seio de uma família burguesa.
Cedo começou a sua ligação aos Açores, quando a família, para escapar à 2ª Invasão Francesa, se refugia na Terceira, em 1809.
A sua educação é orientada pelo tio Frei Alexandre da Conceição, bispo de Angra e também escritor. Com os Iluministas, aprende o valor da Liberdade.
Mais tarde (1832), voltará à Terceira, incorpora-se no exército liberal de D. Pedro IV e participa no Cerco do Porto.
Na Praia da Vitória

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A propósito dos Alfenins...

Alfenins
Ex-votos & alfenim
Quando a cabeça dói e o clínico não encontra solução para o problema, mesmo depois do recurso exaustivo a todos os exames subsidiários que a imaginação lhe dita, sempre se pode invocar o santo da devoção prometendo-lhe, no mínimo, uma cabecinha de cera para lhe agradecer o serviço. Caso ele atenda o pedido, o beneficiado deve levar ao local de culto o objecto prometido e, se possível, colocá-lo em lugar de destaque no altar do invocado para que dê testemunho público, não só da gratidão pelo serviço prestado, mas também para que fique como prova do seu poder de intercessão nas altas esferas do poder celestial. Como alternativa caída em desuso pode mandar pintar um quadro onde de modo mais ou menos explícito figurem os pormenores da ocorrência. A estas dádivas de reconhecimento costuma dar-se o nome de ex-votos.
O alfenim é um doce feito com água, açúcar, uma colher de vinagre de vinho branco e manteiga que permitem a obtenção de uma massa branca moldável e que, como a palavra sugere, tem origem árabe. Com efeito, a receita terá sido conhecida na Península Ibérica durante a ocupação muçulmana a partir do século VIII e, com o correr do tempo, acabou por radicar-se em território nacional e influenciar a doçaria portuguesa, muito particularmente a do Algarve.
A sua divulgação nas ilhas adjacentes pensa-se que terá ocorrido no ano de 1465 quando partiram para os Açores, com a finalidade de povoar a ilha Terceira, algumas famílias algarvias de origem mourisca que, afeitas ao uso do manjar, terão difundido no arquipélago a arte de confeccionar a preceito.
A fórmula também viajou para a Madeira. Sabemo-lo porque do Funchal partiram para Roma, em 1516, como oferta ao papa Leão X, o sacro palácio e os cardeais, estes em tamanho natural, feitos de alfenim dourados a partes, que lhe davam muita graça.
Nos Açores a sua popularidade mantém-se. Devido à sua brancura, que se pode associar a pureza ou purificação, o alfenim foi integrado no culto religioso cristão e tornou-se um doce característico das festas do Espírito Santo.
O facto de se poder moldar a gosto a massa obtida possibilita que se criem ao sabor da imaginação as mais diversas formas decorativas, entre as quais avulta a da pomba representativa do Espírito Santo. Porém, a criatividade não se fica pela invocação, pela decoração e pelo consumo. Também é possível ver surgir durante os festejos representações variadas de partes do corpo humano, como forma de agradecimento pelas mercês obtidas. Neste caso, são encomendadas à doceira, com a antecedência necessária, as peças da anatomia sobre as quais incidiu a cura pedida com a indicação explícita do peso de açúcar que deve empregar na sua confecção para deixar bem clara não só a natureza do alvo, mas ainda a grandeza da intervenção da terceira pessoa da Santíssima Trindade.
Foi assim que, passados alguns séculos, concebido pelos árabes para regalo sensorial, se veio a converter ao Cristianismo e a transformar num ex-voto comestível. Bem pode dizer-se que as voltas que o doce deu são as voltas que o mundo dá.
Lima-Reis (médico), in Notícias Magazine

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um cantinho de Vitorino Nemésio na sua terra natal

A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.
Vitorino Nemésio, in A Concha
Busto de Vitorino Nemésio A casa das tias, na Rua da Misericórdia, na Praia da Vitória A Igreja da Misericórdia, em frente à "casa das tias"

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um jantar na Adega Lusitânia

6 de Outubro de 2009
O casal que, fundando a Adega em 11 de Dezembro de 1962, se tornou responsável por uns quilitos a mais dos seus clientes.
Um ambiente rústico e agradável.
Nas entradas, destaque para o queijo fresco com pimenta da terra e para a manteiga Milhafre.
A deliciosa sopa da Tia Urânia, servida em terrina da Cerâmica da Lagoa.
Não podia faltar a... Alcatra.
Para finalizar: café e tarte de coco e chocolate.
O sismo de 1 de Janeiro de 1980 fez os seus estragos, mas a Adega Lusitânia reabriu e continuou na mão da família.
Um dos recantos decorados com objectos e símbolos das ilhas.
Adega Lusitânia, Rua de S. Pedro, 63, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira.
Delicie-se!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Terceira Liberal: A MEMÓRIA

Angra do Heroísmo

Localizado no cimo do Jardim Duque da Terceira, na elevação onde a cidade nasceu, o obelisco da Memória comemora a passagem do rei D. Pedro IV, pela ilha Terceira, durante as lutas liberais. Foi neste outeiro que os primeiros povoadores se estabeleceram e nele construíram a primeira fortaleza da ilha - o Castelo de São Luís, também conhecido por Castelo dos Moinhos - ao redor do qual se desenvolveu um povoado medieval, ainda hoje visível nas tortuosas ladeiras que descem o morro. A pequena fortificação de defesa e de vigia do porto, e litoral circundante, localizada longe do mar, espelhava a ideia ainda medieval, continental e mediterrânica duma defesa em acrópole. Perdendo pouco a pouco a sua importância, à medida que Angra cresce em direcção ao mar e outras fortificações se erguem, o arruinado forte foi demolido, no século XIX, sendo as suas pedras aproveitadas para a construção deste obelisco em forma de pirâmide.
A primeira pedra da Memória ao Rei Soldado foi lançada no dia 3 de Maio de 1845, sendo utilizada, para o efeito, uma das pedras que o imperador pisou, quando chegou a Angra em 1832, e que havia sido recolhida no cais da cidade.
D. Pedro de Bragança (28º rei de Portugal e 1º imperador do Brasil), criador de duas constituições e paladino da causa liberal dos dois lados do Atlântico onde se fala a Língua Portuguesa, é personagem incontornável na criação do Portugal e do Brasil contemporâneos.
A Memória, cuja construção tinha terminado em 1856, foi destruída pelo terramoto de 1 de Janeiro de 1980. Reconstruída, foi inaugurada em 25 de Abril de 1985.
Jardim Duque da Terceira

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O arco-íris na Ladeira de São Bento

ILHA TERCEIRA
Angra do Heroísmo
6 de Outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Na Ilha Terceira

BISCOITOS
(Freguesia do Concelho da Praia da Vitória, que deve o seu nome aos terrenos formados pelas lavas provenientes das erupções vulcânicas, óptimos para o cultivo da vinha)
4 de Outubro de 2009

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ADEGA LUSITÂNIA

A Adega Lusitânia, em Angra do Heroísmo, conheci-a nos anos 60, quando era ainda uma tasca, onde se comia bom peixe porque o dono era pescador… Chão de terra, espaço escuro e um bocado "encardido", não tinha nada a ver com o que é hoje, funcionando num tempo em que a cidade só tinha praticamente um restaurante, o "Beira Mar", junto ao Pátio da Alfândega.
Na Lusitânia, havia um grupo que mantinha uma "tradição" muito própria: por altura da tourada à corda do Alto das Covas, metiam-se na tasca, vendo os touros e o pessoal a correr de um lado para o outro. Quando percebiam que um dos bichos já estava um bocado farto de tanta correria, faziam-lhe uma pega, e metiam o focinho do animal na entrada da taberna… onde outros, já preparados, enfiavam um barrilete de vinho pela boca do bicho abaixo. E depois ficavam a apreciar o percurso do animal, tornado companheiro de Baco, a trocar as patas pelo caminho fora… Coisas que hoje seriam censuráveis… mas que, na altura, eram apreciadas pelo pessoal, da terra ou forasteiros.
João Coelho

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

FESTAS DA GUARITA

FESTAS DO IMPÉRIO DOS INOCENTES DA GUARITA
Texto retirado de artigo de "a União",
publicado na Sábado, dia 26 de Julho de 2008,
em "Actualidade"
Fotos gentilmente cedidas pelo
Blogue "PORTO DAS PIPAS"
Mordomos 2008
Numa noite em que a chuva não quis perder a festa, cerca de duas centenas de pessoas juntaram-se no Império dos Inocentes da Guarita para a tradicional Ceia dos Criadores.
A ceia dos criadores
A noite começou com o tradicional Pezinho, animado por seis cantadores, onde se incluía o mais jovem intérprete dos Açores, naquela que foi a sua estreia numa celebração do Divino Espírito Santo.
Altar
A zona da Guarita tem a particularidade de, apesar de estar localizada dentro da cidade de Angra, “tem uma concepção rural na sua forma, temos vários lavradores e temos sempre os mesmo criadores”, revela Miguel Azevedo, um dos Mordomos deste ano. Talvez por isso, desde 1984 – ano em que o Império reabriu após as obras de restauração devido ao sismo de 1980 – “o Império da Guarita nunca mais comprou carne, e, independentemente dos Mordomos, tem funcionado sempre bem”, confidenciou à “a União” Manuel Martins (vulgo Ramalhete), ele próprio um dos criadores que desde essa data cria gado para a festa. A comissão deste ano conta com cinco pessoas com uma média de idades de 30 anos, contrariando a ideia que os mais jovens estão algo desfasados desta celebração.
Saída da Coroação
“Já tivemos aqui comissões mais jovens, o problema é manterem-se ligados ao Império devido às dificuldades de entendimento entre mais velhos e mais novos. Julgo que não é por má vontade, as vezes é preciso compreender que para os mais velhos os impérios são como se fossem a sua segunda casa”, refere Miguel Azevedo, admitindo que a comissão gostaria de voltar a repetir esta experiência que apelida de “muito divertida e onde se fica ligado às tradições de outra forma, aprendemos coisas sobre o culto do Espírito Santo todos os dias”. Sobre as festas deste ano, o Mordomo congratula-se pelo facto de ter sido possível reunir quase 200 pessoas na noite da Ceia dos Criadores, ainda para mais num ano “em que morreu muita gente na Rua da Guarita e circundantes e houve algum custo das pessoas se chegarem ao Império, mas penso que viram que o ambiente estava como dantes e conseguimos tê-las cá”, comenta, orgulhoso.
Os jovens Mordomos deste ano
Apesar da boa participação popular neste Império, o mesmo não se passa em muitos outros dentro da cidade. Segundo o Padre Dolores isso deve-se à despovoação de Angra do Heroísmo, onde “existem ruas que estão a ficar sem ninguém, já não existe o Império da Rua de Santo Espírito e o da Rua da Boa Nova está resumido ao terço por falta da população”.
Mordomos para 2009
O culto do Divino Espírito Santo pode-se dividir em três fases, assinala o Padre Francisco Dolores – Oração, Partilha e a Festa.
A Ceia dos Criadores enquadra-se na partilha. Os criadores, se deram carne para o Império, são os primeiros a ser convidados a partilhá-la juntamente com o pão, o vinho e as sopas do Espírito Santo, com toda a gente que participou e colaborou com o Império, um momento diferente das Funções já que estas “são a promessa de um jantar feita por um Mordomo no dia da Coroação”, esclarece o sacerdote. “Antigamente era a oportunidade para as pessoas, especialmente nas freguesias rurais, mas também na cidade, comerem carne, fora isso só nos casamentos ou no Natal, o mesmo se passava com o pão branco que a grande maioria da população só comia por esta altura. A esmola do Espírito Santo - com a bênção e entrega de carne, pão e vinho aos mais pobres, feita normalmente à sexta-feira, era um grande benefício”, recorda Francisco Dolores.
A Oração com o Terço do Espírito Santo ao longo dos oito dias em que a Coroa está no Império desde o cortejo da mudança até ao dia da coroação (normalmente um domingo), é outro dos momentos centrais do Culto, onde as pessoas vão agradecer pelo ano que passou e rezar pelos mortos. A terceira vertente, segundo o Padre Dolores, prende-se com a festa em si, há moda antiga com os foliões, “aqui mais com o Pezinho e os cantadores ao desafio”, refere o pároco.As filarmónicas são outra parte importante da festa, especialmente nos cortejos e na Terceira existe ainda um elemento fundamental - as touradas, “ que costumam marcar o encerramento das festas e que aqui são à corda, que foi a forma encontrada para se brincar com os touros de forma a que toda a população pudesse participar.