quinta-feira, 15 de maio de 2008
Miradouro da PONTA DO SOSSEGO
sábado, 10 de maio de 2008
Lendas dos Açores 4
No tesouro da Sé de Angra do Heroísmo há uma curiosa imagem de Santo António com a vestimenta de menino de coro. Os menos avisados surpreendem-se, decerto não suspeitando de que se trata de um ex-voto. E a lenda conta-nos que isto já vem do século XVII, num qualquer dia de festa na catedral.
Um mestre de capela, nervoso porque aquilo tinha de estar tudo nos conformes, zangou-se a valer com um dos meninos do coro, ameaçando bater-lhe. Apavorada, a criança andou a fugir pelas dependências, até que enfiou para as altas torres. Mas não encontrava onde ocultar-se, pelo que subiu as escadas que lhe faltavam para o ponto mais alto da maior das torres, e, sentindo o mestre de capela na peugada, lançou-se.
Terá valido um vento muito especial que tomou o menino do coro nos seus braços, usando-lhe a opa da função, e, passando três ruas, foi depositar o corpo do espavorido no telhado do Convento de Nossa Senhora da Esperança, onde as religiosas o recolheram. O pai, emocionado, mandou fazer a referida imagem e levou-a à Sé. Esteve exposta alguns anos antes de dar entrada no tesouro. No entanto, para o menino do coro estava reservado outro voo, ser padre.
Já agora continuamos no século XVII, exactamente em 1640, na altura da aclamação de D. João IV como novo rei de Portugal. Tendo assistido na capital do reino às referidas solenidades, D. Francisco Ornelas da Câmara, capitão-mor de Vila da Praia, regressou à sua ilha Terceira com a missão de tomar aos espanhóis o Castelo de Angra, que eles ainda retinham em seu poder. Não foi fácil a missão, porque durou 11 meses o cerco e as frequentes batalhas e escaramuças não davam os resultados almejados pelos portugueses. Os espanhóis do castelo passavam privações tais que chegaram a comer ratos. Por fim, houve um acordo de rendição e a bandeira portuguesa foi hasteada no Castelo de Angra, retirando-se os espanhóis. Porém, as intrigas na nova corte já tinham começado, e o marquês de Castelo Rodrigo conseguiu que Ornelas da Câmara e outros fidalgos da Terceira fossem encarcerados. Profundamente cristão, Francisco Ornelas viveu com os seus companheiros as amarguras da prisão. Evocava Deus e oferecia-lhe o seu sacrifício. A sua filha, Emília de Ornelas, também orava. Mas parecia nada resultar, que a sentença foi de morte. Os condenados apelaram para os tribunais da corte. Os debates demoraram dias, pois os juízes achavam os autos pouco claros. Por fim, o Tribunal da Relação de Lisboa ratificou a sentença. No entanto, quando o presidente ia assiná-la, entrou pela janela uma pomba branca, que, voando rente à mesa, voltou o tinteiro, tornando elegível o que estava escrito. Confundidos com o que acabara de suceder, os juízes declararam ter aquilo sido um sinal de Deus. E reescreveram a acta, mas em sentido oposto: a absolvição dos réus. Devoto do Espírito Santo, Ornelas da Câmara prometeu dar todos os anos um grande bodo aos pobres, que ele servia descalço, e edificar aquela Ermida do Espírito Santo, que lá está na Rua dos Quatro Cantos, em Angra. E no seu brasão incluiu o emblema do Senhor.
José Viale Moutinho, Lendas dos Açores
segunda-feira, 5 de maio de 2008
O Senhor Santo Cristo dos Milagres
O Convento de Nossa Senhora da Conceição, na Caloura (Água de Pau) teria sido fundado pelas filhas de Jorge da Mota, de Vila Franca do Campo. Pensa-se que foi o primeiro convento feminino da ilha de S. Miguel.
Em 1541, devido ao isolamento e ao perigo de ataques piratas, as últimas ocupantes deste convento da Ordem de Santa Clara, mudaram-se para o Convento de Nossa Senhora da Esperança, em Ponta Delgada, acabado de fundar pela viúva do Capitão Donatário, Rui Gonçalves da Câmara.Esclarecimento de Daniel de Sá, que permitirá corrigir alguns factos do primitivo texto, baseado na história tradicional. Desde já, os meus agradecimentos ao amigo, e escritor querido, Daniel de Sá.
Sobre o Senhor Santo Cristo
(A propósito de uma notícia publicada na imprensa)
Com o respeito devido a quem terá dado as informações constantes em notícia deste jornal (08/02/2012), sobre as próximas festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, tento, uma vez mais, chamar a atenção para os erros óbvios que a história tradicional de tão sagrada devoção contém.
Em tal notícia se repete uma evidente impossibilidade, a de que a primeira procissão tenha sido em 1700. Desse cortejo, quase espontâneo, sabe-se que foi a onze de Abril e em dia de trabalho. E, naquele ano de 1700, o dia onze de Abril foi Domingo de Páscoa.
Também é dito que a procissão se repete há mais de três séculos, sempre no quinto Domingo depois da Páscoa. No entanto, a primeira terá sido, provavelmente, na 6ª-feira que se seguiu ao Domingo de Pascoela de 1698, e a segunda no Sábado, 16 de Dezembro (e não 17, como diz o padre José Clemente no livro sobre a vida de Madre Teresa) de 1713, para implorar a Deus o fim de uma crise sísmica em São Miguel. Da terceira e das seguintes nada se sabe. Nem o ano nem o dia. Mas não terão acontecido pelo menos na primeira metade do século XVIII.
A lenda da origem da belíssima imagem continua também a sobrepor-se à razão mais elementar. A versão tradicional é a de haver sido oferta do Papa Paulo III, feita a duas jovens que teriam ido a Roma pedir a bula para fundação do mosteiro de Nossa Senhora da Conceição, em Vale de Cabaços. Eis, sintetizadas, as razões que nos dão a certeza de que tal viagem não se verificou:
Era impensável, naquele tempo, quase impossível, a ida de duas jovens dos Açores a Roma;
Gaspar Frutuoso, que conta em pormenor a criação do convento, não alude a qualquer viagem ao Vaticano, seja delas ou de alguém por elas;
O convento foi fundado durante um terrível período de peste em São Miguel, desgraça que se seguiu à subversão de Vila Franca, tendo terminado apenas em 1530, tempo durante o qual a ilha esteve isolada, só se verificando para o exterior as viagens absolutamente essenciais;
Finalmente, e razão que bastaria para negar a origem atribuída a tão sagrada imagem, o Papa Paulo III foi eleito em 13 de Outubro de 1534, depois, portanto, de construído o convento.
P.S. – É estranho que, sendo os factos que negam a história tradicional tão evidentes, a lenda se tenha mantido até agora, e sabe Deus até quando. Por um lado, têm o muito frágil suporte do livro do padre José Clemente, um bem intencionado que parece que nunca esteve sequer em São Miguel, ilha a respeito da qual estava convencido de que nevava. Por outro lado, há a autoridade muito respeitável de Urbano de Mendonça Dias. Mas o ilustre investigador a quem tanto devemos também se enganou algumas vezes, como é óbvio no caso da data da primeira procissão do Senhor Santo Cristo. Ou, por exemplo, quando escreveu que a Maia não foi elevada a vila por ter sido em grande parte destruída por um incêndio. Ora aquele notável investigador fez, neste ponto, uma grave confusão. Gaspar Frutuoso, usando a linguagem do tempo, tanto se referia a um vulcão como terramoto ou como incêndio. E é assim que explica que a Maia teria sido vila se “não fora o incêndio segundo”, ou seja, a erupção da lagoa do Fogo, em 1563, cujas cinzas destruíram searas e outras culturas, deixando a terra estéril durante alguns anos.
Daniel de Sá
quinta-feira, 1 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
A Generosidade da "minha" Ilha
E nas piscinas disponíveis a mais utentes.
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Esta é a poça inicial. A sua água quente relaxa e provoca grande bem- -estar.
Quem precisa de ginásios, saunas, piscinas aquecidas?
A generosa Natureza de S. Miguel dá, de graça, estas maravilhas que fazem bem ao corpo e à alma. quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
A Poesia Popular do Jorgense José Soares
Quando acharam o Pico,
Portugal ficou mais rico
E mais pertinho do céu.
Lá na montanha da Ilha
Até a neve, quando brilha,
Imita um lindo véu.
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Ali há lobos do mar
Que conseguem irmanar
O mar com a sua aldeia;
Souberam ganhar o pão,
Cavando o duro chão,
Ou matando a baleia.
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Lá, nas fendas dos rochedos,
As figueiras e os vinhedos
Vivem ali abraçados.
É assim aquela gente,
Faz vinho e aguardente
Que são tão apreciados.
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O Picaroto é pedreiro,
Lavrador ou marinheiro,
É doutor ou artesão;
Mas, naquela Ilha inteira,
Todos procuram maneira
De ganharem o seu pão.
José Soares, in "O Canto de um Lavrador"
BLU edições
segunda-feira, 21 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
MORREREMOS AMANHÃ
segunda-feira, 14 de abril de 2008
O Novo Rosto do Teatro Ribeiragrandense
terça-feira, 1 de abril de 2008
O Teatro Ribeiragrandense
sexta-feira, 21 de março de 2008
A Páscoa na Ilha
terça-feira, 18 de março de 2008
Parabéns à Ibel!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Lendas dos Açores 3
Noite de Lua cheia. Boiando sobre as sossegadas ondas que docemente vinham acabar-se na areia branca, uma mulher de longos cabelos de oiro parecia ondular também. O tronco nu era de uma perfeição raramente vista. E o seu rosto tão suavemente belo que um pescador, deslumbrado com a visão, não sentiu qualquer lascívia a perturbar-lhe o encanto.
Ela aproximou-se. Quando já estava muito perto, o homem percebeu, cheio de temor, que o seu pescoço estava desfigurado pelo que pareciam ser guelras. E, da cintura para baixo, era igual a um peixe. Na aflição de quem julgava ter o Diabo ao pé de si, esconjurou a aparição. No mesmo instante, a mulher, que um qualquer poder maléfico transformara em sereia, voltou à perfeição da forma humana.
Não sei se conhecias esta lenda, que não nos diz se os dois se casaram e viveram felizes para sempre. Mas podemos imaginar-lhes esse destino ditoso. Esta praia merece que a felicidade a contemple. Tão bela é que, no mapa que Luís Teixeira fez dos Açores em 1584, lhe chamou “Plaia Hermosa”. E porque o mapa foi feito para D. Filipe I de Portugal, todas as legendas do mapa estão no mesmo castelhano arcaico.
Que ela é formosa percebe-se logo à primeira vista. Por isso dispensa o adjectivo, que nunca foi usado pelos naturais da ilha. Mas Luís Teixeira boas razões teria para não se ficar pelo simples nome de Praia. E ele conhecia todas as dos Açores, sem dúvida, porque, na legenda que explica o mapa, escreveu em latim: “Estas ilhas foram percorridas com a maior diligência, e com todo o cuidado as descreveu o português Luís Teixeira, cosmógrafo da Majestade Real. Ano de Cristo de 1584.”
Daniel de Sá, "Santa Maria, a ilha-mãe"
quinta-feira, 13 de março de 2008
Lendas dos Açores 2
“Na noite do primeiro para o segundo dia de Setembro de 1675, deram os mouros um assalto neste sítio desta Ermida a descuido das guardas, entraram pelo porto cativaram onze pessoas, entre mulheres e meninos e com este chicote as espancaram o qual se pôs aqui para memória do sucesso para que esteja pregando que se Deus logo levantou o castigo foi talvez por não envolver mais inocentes; todavia deixou ficar em terra o açoute com que castigou. Nesta Ermida não tocaram, passando de todo por junto dela; como também no ano de 1616 saquearam toda a ilha é tradição que a não viram vendo-os a todos quem dentro estava.”
Daniel de Sá, "Santa Maria, a ilha-mãe"
Estátua de Cristóvão Colombo
quarta-feira, 12 de março de 2008
Lendas dos Açores 1
CASTELHANO SE VAI EMBORA
GUARDA LA RISA PRA QUANDO LA CHORA.
José Viale Moutinho, Lendas dos Açores
sábado, 1 de março de 2008
Homenagem aos Romeiros de S. Miguel
A tarde vai avançando, e ele sente-se cansado mas não exausto. O pior será, com certeza, depois de o corpo repousar por umas horas e todos os músculos se recusarem a reagir, com a facilidade de hoje, ao esforço da amanhã. Tem à vista o reino da Tronqueira, com o Pico da Vara a apontar o céu, numa oração em silêncio. E parece até que se notam as marcas deixadas pelos imensos dedos do Criador, no acto de modelar a lava de que tudo isto é feito. Se um louco destruísse todos os templos da ilha, restavam-nos as montanhas, que já os deuses antigos por aí é que habitavam…
Desde que João se despediu da mulher com um beijo breve e, dos filhos a bom dormir, com um leve roçar dos lábios nas faces pequenas, doze horas se passaram e andou o rancho coisa de uns trinta quilómetros. Como ali a ilha se amontoa em serras e em cristas enrugadas, não tem espaço para descer suavemente as ravinas abruptas e os caminhos de estoirar cavalos. Vão os romeiros subindo a outra margem da ribeira do Despe-te Que Suas, nome de acertado baptismo para tão íngremes barrancos que a guardam muito funda.
Já no fim da ladeira, uma cruz ao lado da estrada assinala que ali morreu um romeiro, há muito tempo. Foi mudada um pouco mais para baixo do sítio certo, para não incomodar o trânsito, porque todos os ranchos param numa prece por alma daquele irmão de que a maior parte nem conhece o nome. Manuel Viveiros Arruda, digamos que era, porque se sabe que sim. Em Março seria, de mil oitocentos e cinquenta e quatro, o dia de que se guarda tão longínqua memória. Vinha das Sete Cidades, nome mítico da ilha, ou outro nome da ilha, que precedeu, no imaginário medieval, o mais cristão que lhe deram depois da descoberta. Ia meter-se o rancho à subida da encosta, e o pobre homem, convencido de que para tantos seus pecados era pequena a penitência que fazia, pediu licença ao mestre para levar às costas uma pedra que lhe aliviasse a alma por lhe pesar o corpo. O mestre que não, e ele que, em vez disso, carregaria os bordões de todos os irmãos. Subisse em paz, como os outros, que decerto lhe bastava ser bom romeiro e Deus lhe tomaria isso em conta. Sabe-se lá que pecados lhe pesavam na alma – talvez não muitos, porque, às vezes, quem menos peca é que maior pecador se julga -, o certo é que o arrependido penitente se agarrou mesmo a uma pedra do tamanho que lhe pôde o remorso, mais forte do que a resistência do corpo, e foi cair morto de exaustão, e com a consciência lavada pelos últimos suores, ao lado da pedra que deixou tombar quando se lhe acabavam a ladeira, as forças e a vida. E esse romeiro obscuro, que parece ter resistido a toda a subida para morrer mais perto do céu, tem com certeza sempre mais gente a rezar por si, em tempo certo, do que qualquer rei ou qualquer papa. segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
O 165º Aniversário do Nascimento dum Micaelense Ilustre
Joaquim Teófilo Fernandes Braga [escritor, filólogo e político] nasceu em Ponta Delgada (S. Miguel), em 24 de Fevereiro de 1843.
Estudou Direito, em Coimbra. A partir de 1861, juntou-se à Geração de 70, grupo de intelectuais que criticava o estado da Nação e era a favor da implantação da República.
Quando, em 5 de Outubro de 1910, é proclamada a República, Teófilo Braga, que era deputado, foi escolhido para presidir ao Governo Provisório que governou Portugal, até ser eleito o primeiro Presidente da República.
Em menos de um ano, este Governo conseguiu: manter a ordem pública; tornar o novo regime mais forte e ser reconhecido pelos principais países estrangeiros; preparar as eleições para a Assembleia Constituinte, que elaboraria a Constituição Política da República Portuguesa. Os republicanos:
-Substituíram a bandeira (que, de azul e branca, passou a vermelha e verde);
-Adoptaram um novo hino nacional, A PORTUGUESA [nascida da onda de patriotismo que levantou os portugueses contra os ingleses, face ao Ultimato Inglês];
-Substituíram a moeda portuguesa, o real, pelo escudo;
-Reconheceram, aos trabalhadores, o direito à greve;
-Criaram novas leis da família, com mais direitos para as mulheres;
-Iniciaram uma reforma da Educação, estabelecendo o ensino obrigatório e gratuito, dos 7 aos 10 anos;
-Elaboraram a lei da separação da Igreja e do Estado.
Depois da Constituição ter sido aprovada e da eleição de Manuel de Arriaga [outro açoriano ilustre, mas do Faial] para primeiro Presidente da República Portuguesa, Teófilo Braga regressa ao seu lugar de deputado.
A 29 de Maio de 1915, depois dum complicado processo em que Manuel de Arriaga se vê obrigado a abandonar o cargo, Teófilo Braga vai substituí-lo, assumindo a presidência até à tomada de posse do novo presidente, Bernardino Machado, em 5 de Outubro de 1915.
Depois de abandonar a política, sozinho por morte dos seus familiares mais próximos, dedica-se à escrita. Ao longo da vida, escreveu mais de 300 livros.
Morre, no seu gabinete de trabalho, em Lisboa, em 28 de Janeiro de 1924.
"Como homem de máos instinctos que, forçada uma casa alheia, e entrando nella, lhe roubasse o melhor thesouro dos seus cofres, e sahisse com elle muito aconchegado ao peito, [...] assim nós, ha dias, sahiamos do gabinete de trabalho do nosso excellentissimo mestre, o snr. Theophilo Braga, depois de termos recebido da sua propria mão o primeiro volume da sua collecção, subordinada ao conceito de Alma portugueza, - que elle quiz iniciar, publicando primeiramente Os doze de Inglaterra. Era este livro o nosso thesouro que traziamos muito achegado ao peito.
Theophilo Braga pouco nos disse d'esta obra. [...]
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Seguir a UTOPIA
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
30.º Aniversário da Morte VITORINO NEMÉSIO
"Mau Tempo no Canal", a sua grande obra em prosa, publicado em 1944, é considerado um dos maiores romances portugueses do século XX.
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