quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um jantar na Adega Lusitânia

6 de Outubro de 2009
O casal que, fundando a Adega em 11 de Dezembro de 1962, se tornou responsável por uns quilitos a mais dos seus clientes.
Um ambiente rústico e agradável.
Nas entradas, destaque para o queijo fresco com pimenta da terra e para a manteiga Milhafre.
A deliciosa sopa da Tia Urânia, servida em terrina da Cerâmica da Lagoa.
Não podia faltar a... Alcatra.
Para finalizar: café e tarte de coco e chocolate.
O sismo de 1 de Janeiro de 1980 fez os seus estragos, mas a Adega Lusitânia reabriu e continuou na mão da família.
Um dos recantos decorados com objectos e símbolos das ilhas.
Adega Lusitânia, Rua de S. Pedro, 63, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira.
Delicie-se!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Terceira Liberal: A MEMÓRIA

Angra do Heroísmo

Localizado no cimo do Jardim Duque da Terceira, na elevação onde a cidade nasceu, o obelisco da Memória comemora a passagem do rei D. Pedro IV, pela ilha Terceira, durante as lutas liberais. Foi neste outeiro que os primeiros povoadores se estabeleceram e nele construíram a primeira fortaleza da ilha - o Castelo de São Luís, também conhecido por Castelo dos Moinhos - ao redor do qual se desenvolveu um povoado medieval, ainda hoje visível nas tortuosas ladeiras que descem o morro. A pequena fortificação de defesa e de vigia do porto, e litoral circundante, localizada longe do mar, espelhava a ideia ainda medieval, continental e mediterrânica duma defesa em acrópole. Perdendo pouco a pouco a sua importância, à medida que Angra cresce em direcção ao mar e outras fortificações se erguem, o arruinado forte foi demolido, no século XIX, sendo as suas pedras aproveitadas para a construção deste obelisco em forma de pirâmide.
A primeira pedra da Memória ao Rei Soldado foi lançada no dia 3 de Maio de 1845, sendo utilizada, para o efeito, uma das pedras que o imperador pisou, quando chegou a Angra em 1832, e que havia sido recolhida no cais da cidade.
D. Pedro de Bragança (28º rei de Portugal e 1º imperador do Brasil), criador de duas constituições e paladino da causa liberal dos dois lados do Atlântico onde se fala a Língua Portuguesa, é personagem incontornável na criação do Portugal e do Brasil contemporâneos.
A Memória, cuja construção tinha terminado em 1856, foi destruída pelo terramoto de 1 de Janeiro de 1980. Reconstruída, foi inaugurada em 25 de Abril de 1985.
Jardim Duque da Terceira

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O arco-íris na Ladeira de São Bento

ILHA TERCEIRA
Angra do Heroísmo
6 de Outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Na Ilha Terceira

BISCOITOS
(Freguesia do Concelho da Praia da Vitória, que deve o seu nome aos terrenos formados pelas lavas provenientes das erupções vulcânicas, óptimos para o cultivo da vinha)
4 de Outubro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Luz delicada

ILHA DAS FLORES
Rocha dos Bordões
Tenho a impressão de que há nas Flores a luz mais delicada dos Açores, a luz vaporizada que se sensibiliza a todos os momentos.

Raul Brandão

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ANTHERO: Sempre!

Finalmente a RTP 2 passou, ontem à noite, o filme de José Medeiros, ANTHERO - O Palácio da Ventura. Só o soube porque um amigo, residente em S. Miguel, me alertou. Quando liguei o televisor já tinha começado. Quando chegou ao fim, quase duas horas depois, só queria era continuar pela noite dentro: pela excelência do trabalho, porque me comovi, porque senti o meu amor crescer, se isso ainda é possível, pelo poeta.
Agora fico à espera que volte a ser transmitido e que o DVD seja colocado no mercado.
O Palácio da Ventura
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Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!
*
Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!
*
Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!
*
Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!
Antero de Quental
Na minha rápida passagem por S. Miguel, no final de Agosto, reservei uma manhã para procurar o seu túmulo no Cemitério de São Joaquim, em Ponta Delgada. Não foi difícil: encontrava-se logo à entrada, num jazigo modesto em que está também sepultado o seu pai.
Um encontro espiritual e um misto de saudade, melancolia e beleza que jamais esquecerei...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ilha do Corvo

O Corvo não tem peso no mundo, mas nunca senti como aqui a realidade e o peso do Tempo.

Raul Brandão

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um presente chamado ZECA MEDEIROS

No passado dia 26 de Agosto, chegámos a Ponta Delgada a meio da tarde. Depois de nos instalarmos, demos um passeio pela cidade e quando, próximo da hora de jantar procurávamos um restaurante, passávamos pela Praça do Município, encontrámos um palco onde Zeca Medeiros ensaiava para o concerto a realizar dali a umas horas.
Tencionávamos ir à Ribeira Grande nessa noite. Mas como não aceitar este presente inesperado que a vida nos oferecia?
Fomos jantar e... depois, sentámo-nos todos contentes em frente ao palco, onde nos foi servido gratuitamente um espectáculo fabuloso. Não foi surpresa para mim. Gosto muito do Zeca Medeiros e conheço a qualidade dos seus trabalhos. Não esqueço o Cinefilias e Outras Incertezas, que pude ver, há anos, no Teatro Ribeigrandense.
A meio do espectáculo, a chuva resolveu assustar-nos, mas ninguém arredou pé.
Ele há coisas boas!... E esta foi uma maneira excelente de começar as férias.
Aqui ficam fotografias, programa e nota biográfica.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ilha de S. Miguel.27 de Agosto de 2009

Costa oeste da Ilha
Sete Cidades
Para além dos prados do silêncio, a cor dos sonhos.

Eduardo Bettencourt Pinto

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nas Flores, em 30 de Agosto de 2009, com alguma chuva e muita bruma

Lagoa Rasa
Lagoa Funda
E tudo tem um ar de recém-nascido
tão puro e intacto
como no Primeiro Dia!
Madalena Férin

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

As nuvens dos Açores

A ilha do Corvo, vista de Santa Cruz das Flores,
na manhã de 30 de Agosto de 2009

As nuvens, nos Açores, têm uma vida extraordinária, uma vida que não percebo bem! Hoje, uma sobre o Corvo lembra uma auréola magnética.

Raul Brandão