[Leia o texto completo (lá aparecem dois Açorianos ilustres) em:
"Onde vos retiver a beleza dum lugar, há um Deus que vos indica o caminho do espírito." Natália Correia
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Foi em Abril de 1999. Estava de licença sabática e pude permanecer, na Ilha, três semanas. Dias de encantamento e o sentimento estranho de que tinha encontrado, finalmente, o “meu lugar”.
[2]Voltei mais vezes, até que me mudei de vez. Nunca me arrependi. A paisagem de quadrados verdes luminosos, negros, suaves ou fortes, acompanhando o movimento das nuvens. As flores… o tempo das azáleas, dos jarros, das hortênsias, das conteiras, das beladonas (Meninos, p’rá Escola!) e de todas as outras. As caldeiras e fumarolas...
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As lagoas e os seus mistérios… a permitirem experiências quase místicas. Os pássaros… os bandos de estorninhos, os milhafres, os melros, os santantoninhos, os cagarros, as alvéloas. E as plantinhas a que, antes, não prestava grande atenção e das quais não sabia o nome, como a bem-cheirosa madressilva ou o saboroso poejo.
Ah! O mar… lindo de morrer! O desejo de nele ficar, quando nadava. O bem que me sentia… Chegava a pensar: Será assim que os bebés se sentem no líquido amniótico?
Com amigos, voei para as outras ilhas… todas lindas!!! Faltam quatro, mas lá irei. Fiz caminhadas enormes e esplendorosas com “Os Amigos dos Açores”. Acreditei estar no PARAÍSO.
Não nasci nos Açores, é verdade. Mas…
Sou uma continental rodeada de Açores por todos os lados.
Onésimo Teotónio Almeida
Para quem não sabe, festeja-se nesta altura do ano, em quatro quintas-feiras seguidas, o dia dos amigos (para os homens), das amigas (para as mulheres), dos compradres e das comadres (para os respectivos). Não me lembro se a ordem é esta, nem se há mais algum pormenor que desconheça. Agradeço a quem sabe que faça o favor de me explicar.
Cada criança que nasce é uma semente de esperança.
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Que o Tiago venha a ser muito feliz e herde os dotes da família. Vai ser um miúdo fantástico.
Parabéns à família, especialmente à mãe (que é, e será sempre, o "porto de abrigo") e ao "avô babado", o meu querido amigo Daniel de Sá.
*Elisabete*
Agora, calculem o que senti quando, no Pingo Doce a dois passos de casa, dou de caras com as embalagens castanhas dos "Carrilhos", fabricados em Vila Franca do Campo pela "Garçataínha". E também de biscoitos caseiros e de côco. Levei dos três para provar. Todos bons: os caseiros, mais leves e menos doces, engordam menos; mas... os carrilhos são deliciosos. Já viciei toda a família. São de "comer e chorar por mais".
Há dias, foi a vez do chá. Estava sempre a barafustar por não encontrar à venda o chá dos Açores. É verdade que os amigos daí me vão abastecendo, mas custa-me incomodá-los. Desta vez, foi o Continente a surpreender-me. Já tem chá do Porto Formoso. Espero que, em breve, tenha também da Gorreana. Afinal, são ambos deliciosos.
O Café Central, enquanto vivi na Ribeira Grande, era de facto uma espécie de ponto de encontro de amigos e das pessoas que, por qualquer razão, visitavam a cidade.
Gostava de ir até lá tomar o meu café e ler o Açoriano Oriental ou um livro. À noite, quase sempre me encontrava com colegas e amigos em animadas discussões.
Entrar no Central e ser acolhida pelo sorriso aberto do Sr. Paulo (o Paulinho: sempre bem dispoto e pronto a ajudar o próximo), encontrar na mesa do costume o Dr. Sampaio e os seus amigos, "dar dois dedos de conversa" à D. Zélia se estivesse em "dia sim", fazia com que me sentisse em casa.
O café funcionava, também, como sala de visitas das personalidades que gravavam programas para a RTP Açores ou participavam em espectáculos, no Teatro Ribeiragrandense. Tanto podíamos tropeçar no Onésimo, como na Filipa Pais ou no Zeca Medeiros. Estávamos sempre bem informados das actividades culturais, a que na generalidade não faltávamos.
Quando, há mais ou menos ano e meio. lá entrei não reconheci o "meu café". Já sabia das mudanças mas... mesmo assim foi um choque. Agora, se bem me lembro... até já nem existe.
Sei que "o mundo é composto de mudança" e que nada é para sempre, mas ver desaparecer os lugares que, num dado momento, fizeram parte do nosso quotidiano, é como se com eles partisse uma parte de nós.
Enfim... deu-me para a saudade do Café Central. Apenas uma das muitas coisas, da "minha ilha", de que tenho saudades.