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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Almeida Garrett: um portuense que amava os Açores

Em Angra do Heroísmo
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu, faz hoje 212 anos, na cidade do Porto, no seio de uma família burguesa.
Cedo começou a sua ligação aos Açores, quando a família, para escapar à 2ª Invasão Francesa, se refugia na Terceira, em 1809.
A sua educação é orientada pelo tio Frei Alexandre da Conceição, bispo de Angra e também escritor. Com os Iluministas, aprende o valor da Liberdade.
Mais tarde (1832), voltará à Terceira, incorpora-se no exército liberal de D. Pedro IV e participa no Cerco do Porto.
Na Praia da Vitória

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A propósito dos Alfenins...

Alfenins
Ex-votos & alfenim
Quando a cabeça dói e o clínico não encontra solução para o problema, mesmo depois do recurso exaustivo a todos os exames subsidiários que a imaginação lhe dita, sempre se pode invocar o santo da devoção prometendo-lhe, no mínimo, uma cabecinha de cera para lhe agradecer o serviço. Caso ele atenda o pedido, o beneficiado deve levar ao local de culto o objecto prometido e, se possível, colocá-lo em lugar de destaque no altar do invocado para que dê testemunho público, não só da gratidão pelo serviço prestado, mas também para que fique como prova do seu poder de intercessão nas altas esferas do poder celestial. Como alternativa caída em desuso pode mandar pintar um quadro onde de modo mais ou menos explícito figurem os pormenores da ocorrência. A estas dádivas de reconhecimento costuma dar-se o nome de ex-votos.
O alfenim é um doce feito com água, açúcar, uma colher de vinagre de vinho branco e manteiga que permitem a obtenção de uma massa branca moldável e que, como a palavra sugere, tem origem árabe. Com efeito, a receita terá sido conhecida na Península Ibérica durante a ocupação muçulmana a partir do século VIII e, com o correr do tempo, acabou por radicar-se em território nacional e influenciar a doçaria portuguesa, muito particularmente a do Algarve.
A sua divulgação nas ilhas adjacentes pensa-se que terá ocorrido no ano de 1465 quando partiram para os Açores, com a finalidade de povoar a ilha Terceira, algumas famílias algarvias de origem mourisca que, afeitas ao uso do manjar, terão difundido no arquipélago a arte de confeccionar a preceito.
A fórmula também viajou para a Madeira. Sabemo-lo porque do Funchal partiram para Roma, em 1516, como oferta ao papa Leão X, o sacro palácio e os cardeais, estes em tamanho natural, feitos de alfenim dourados a partes, que lhe davam muita graça.
Nos Açores a sua popularidade mantém-se. Devido à sua brancura, que se pode associar a pureza ou purificação, o alfenim foi integrado no culto religioso cristão e tornou-se um doce característico das festas do Espírito Santo.
O facto de se poder moldar a gosto a massa obtida possibilita que se criem ao sabor da imaginação as mais diversas formas decorativas, entre as quais avulta a da pomba representativa do Espírito Santo. Porém, a criatividade não se fica pela invocação, pela decoração e pelo consumo. Também é possível ver surgir durante os festejos representações variadas de partes do corpo humano, como forma de agradecimento pelas mercês obtidas. Neste caso, são encomendadas à doceira, com a antecedência necessária, as peças da anatomia sobre as quais incidiu a cura pedida com a indicação explícita do peso de açúcar que deve empregar na sua confecção para deixar bem clara não só a natureza do alvo, mas ainda a grandeza da intervenção da terceira pessoa da Santíssima Trindade.
Foi assim que, passados alguns séculos, concebido pelos árabes para regalo sensorial, se veio a converter ao Cristianismo e a transformar num ex-voto comestível. Bem pode dizer-se que as voltas que o doce deu são as voltas que o mundo dá.
Lima-Reis (médico), in Notícias Magazine

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um jantar na Adega Lusitânia

6 de Outubro de 2009
O casal que, fundando a Adega em 11 de Dezembro de 1962, se tornou responsável por uns quilitos a mais dos seus clientes.
Um ambiente rústico e agradável.
Nas entradas, destaque para o queijo fresco com pimenta da terra e para a manteiga Milhafre.
A deliciosa sopa da Tia Urânia, servida em terrina da Cerâmica da Lagoa.
Não podia faltar a... Alcatra.
Para finalizar: café e tarte de coco e chocolate.
O sismo de 1 de Janeiro de 1980 fez os seus estragos, mas a Adega Lusitânia reabriu e continuou na mão da família.
Um dos recantos decorados com objectos e símbolos das ilhas.
Adega Lusitânia, Rua de S. Pedro, 63, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira.
Delicie-se!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O arco-íris na Ladeira de São Bento

ILHA TERCEIRA
Angra do Heroísmo
6 de Outubro de 2009