quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Na Serra do Açor
domingo, 12 de outubro de 2008
Mais vale tarde... Os 30 anos da morte de Brel
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Ainda Dias de Melo
Conheci Dias de Melo estava eu na Escola Industrial e Comercial de Ponta Delgada, acabadinho de me libertar dos calções curtos da Primária. Era, se não erro, professor de Português, sem grande sucesso; homem pausado, no andar e nas falas, pendurado no seu cachimbo - anos depois assinaria crónicas num jornal micaelense, sob o título de "Fumo do meu cachimbo” - e com um sotaque "picaroto" fechado, nada o ajudava enquanto comunicador. quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Adeus a DIAS DE MELO
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Dias de Melo nascido na freguesia da Calheta de Nesquim, ilha do Pico, em 8 de Abril de 1925, morreu hoje, 24 de Setembro de 2008, em Ponta Delgada.
Os escritores que amamos viverão dentro de nós. PARA SEMPRE!
domingo, 14 de setembro de 2008
AS MEMÓRIAS DO JOÃO COELHO...
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
CLÃ em Ponta Delgada
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Letra: Carlos Tê
Música: Hélder Gonçalves
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Piquei-me nas silvas dos Açores...
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
ADEGA LUSITÂNIA
terça-feira, 26 de agosto de 2008
MARGARIDA MADRUGA
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
A Carta de América
domingo, 17 de agosto de 2008
TABACARIA AÇORIANA
Um dia, dissertando o Carradas sobre a produção de aço em Portugal (que não existia na época, a Siderurgia do Seixal só foi criada mais tarde) entusiasmado pela sua imaginação, e partindo de alguns elementos que conhecia sobre a matéria, começou a descrever como eram os "altos fornos" portugueses:
A Açoriana tinha outra virtude, essencial para alguns dos jovens da minha geração: era um local de compra de livros e jornais do Continente; lá comprei, entre outros, o livro de Homem de Mello que, antes de Spínola, criticava a política africana. E lá passava, sempre expectante, para ver se já tinham chegado os jornais. O dono da Tabacaria era o Sr. Fernando que, felizmente, deixou o bichinho cultural aos filhos, seus sucessores no negócio, e anos mais tarde, organizadores de uma Feira do Livro, nas instalações da Tabacaria, que julgo ter sido pioneira em S. Miguel.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
FESTAS DA GUARITA
FESTAS DO
IMPÉRIO DOS INOCENTES DA GUARITA
A noite começou com o tradicional Pezinho, animado por seis cantadores, onde se incluía o mais jovem intérprete dos Açores, naquela que foi a sua estreia numa celebração do Divino Espírito Santo.
A zona da Guarita tem a particularidade de, apesar de estar localizada dentro da cidade de Angra, “tem uma concepção rural na sua forma, temos vários lavradores e temos sempre os mesmo criadores”, revela Miguel Azevedo, um dos Mordomos deste ano. Talvez por isso, desde 1984 – ano em que o Império reabriu após as obras de restauração devido ao sismo de 1980 – “o Império da Guarita nunca mais comprou carne, e, independentemente dos Mordomos, tem funcionado sempre bem”, confidenciou à “a União” Manuel Martins (vulgo Ramalhete), ele próprio um dos criadores que desde essa data cria gado para a festa.
A comissão deste ano conta com cinco pessoas com uma média de idades de 30 anos, contrariando a ideia que os mais jovens estão algo desfasados desta celebração.
“Já tivemos aqui comissões mais jovens, o problema é manterem-se ligados ao Império devido às dificuldades de entendimento entre mais velhos e mais novos. Julgo que não é por má vontade, as vezes é preciso compreender que para os mais velhos os impérios são como se fossem a sua segunda casa”, refere Miguel Azevedo, admitindo que a comissão gostaria de voltar a repetir esta experiência que apelida de “muito divertida e onde se fica ligado às tradições de outra forma, aprendemos coisas sobre o culto do Espírito Santo todos os dias”.
Sobre as festas deste ano, o Mordomo congratula-se pelo facto de ter sido possível reunir quase 200 pessoas na noite da Ceia dos Criadores, ainda para mais num ano “em que morreu muita gente na Rua da Guarita e circundantes e houve algum custo das pessoas se chegarem ao Império, mas penso que viram que o ambiente estava como dantes e conseguimos tê-las cá”, comenta, orgulhoso.
Apesar da boa participação popular neste Império, o mesmo não se passa em muitos outros dentro da cidade.
Segundo o Padre Dolores isso deve-se à despovoação de Angra do Heroísmo, onde “existem ruas que estão a ficar sem ninguém, já não existe o Império da Rua de Santo Espírito e o da Rua da Boa Nova está resumido ao terço por falta da população”.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
O culto do Espírito Santo 2
Porque na Terceira estão a decorrer as Festas da Guarita e não sei falar delas, limito-me a transcrever parte do artigo O Fogo do Espírito Santo nos Açores, de Paulo Loução. É a minha forma de homenagear, nesta época, as gentes da Terceira e as suas tradições.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
Cavalhadas de São Pedro
Muitos eram os cavaleiros que usavam mais do que um cavalo, porque a luta lhes exigia um grande esforço. Havia arranques e paragens constantes e corridas com mudança de direcção em ângulos apertados, numa espécie de bailado para fugir ao ataque dos adversários ou para tentar apanhá-los desprotegidos. Nesse jogo de canas houve um episódio que serve para perceber como, por vezes, essa simples diversão poderia tornar-se numa luta perigosa. Esteve ali presente o Abade de Moreira, que viveu alguns anos na Ribeira Grande, exímio na arte de cavalgar e de jogar as canas. Lutador incansável, levou consigo dois cavalos. Um dos adversários com quem lutou foi D. Manuel da Câmara, filho do Capitão, a quem atirou uma cana certeira que o moço defendeu com a adarga. A mãe, D. Filipa Coutinha, exaltou-se muito, considerando que o filho tinha direito a tratamento semelhante ao de El-Rei, a quem as canas não deviam visar o vulto mas ser lançadas por cima da cabeça. E, no seu destempero, gritou que matassem o abade. Este, homem forte e truculento, pegou num dardo e respondeu que viessem matá-lo, mas que antes deixaria ali cinco ou seis caídos para sempre. Mais sensato, Rui Gonçalves da Câmara entendeu que o filho não tinha direito a isenções, e mandou ao abade que lhe atirasse outra cana. A origem das Cavalhadas – e neste ponto é indispensável evocar o Dr. Armando Cortes Rodrigues – é tida como resultante de uma promessa do próprio Capitão, que era então D. Manuel da Câmara e que já voltara a residir em Vila Franca. A lava da erupção de 1563 destruiu a maior parte da Ribeira Seca da Ribeira Grande, deixando porém intacta a igreja paroquial, dedicada a São Pedro. Apesar da devastação provocada, não houve nenhum morto na ilha por sua causa. D. Manuel da Câmara teria prometido ir cantar em verso a vida do apóstolo à porta da sua igreja, caso a família não sofresse consequências graves. E tê-lo-á feito indo de Vila Franca à Ribeira Seca a cavalo e acompanhado de homens que o serviam e dos mordomos do Espírito Santo.
sábado, 28 de junho de 2008
As Alâmpadas de S. Pedro
As alâmpadas são arranjos florais, que incluem frutos, destinados a ornamentar a paroquial da Ribeira Seca da Ribeira Grande e a oferecer a pessoas que se queira honrar durante as festas de S. Pedro. A sua forma reproduz a de um lampadário.
Sendo os frutos utilizados os primeiros da estação, que se designam “lampos”, deriva deste facto, sem dúvida, o termo “alâmpada”. É que “lampa”, além de se assemelhar à palavra “lâmpada”, já foi, em português arcaico, um seu sinónimo.
Existem registos desta palavra (lâmpada) desde meados do século X, tendo o substantivo evoluído para “alâmpada” (prótese do artigo “a”) no séc. XIV e para “lampa” no XVII, através do processo de síncope do “d” (“lampaa) e posterior contracção de “aa”.
Segundo o Dr. Cortes Rodrigues, a origem das alâmpadas estará nas ofertas dos primeiros frutos colhidos depois da esterilidade provocada pelo vulcão de 1563.
Daniel de Sá
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O RECONHECIMENTO MERECIDO
terça-feira, 10 de junho de 2008
A PÁTRIA NO CORAÇÃO
Michael de Brito, Avó Pequena
Michael de Brito, Small Kitchen Scene
Onésimo Teotónio Almeida, in Público [10.06.2008]
Michael de Brito, Afternoon Conversation
___________________________________________________________Onésimo Teotónio Almeida - nasceu em 1946, no Pico da Pedra (S. Miguel), escritor, professor catedrático do Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Universidade de Brown (Providence), residente nos EUA há 30 anos.
Michael de Brito - nasceu em 1980, em New Jersey, filho de emigrantes portugueses do Algarve. Os quadros aqui publicados mostram bem as raízes portuguesas e fazem parte de exposição patente na Eleanor Ettinger Gallery, em Nova Iorque.



















