quarta-feira, 13 de maio de 2009

Jardim do Paraíso antes e depois

RIBEIRA GRANDE
Pontes e Jardim do Paraíso
Jardim do Paraíso e Câmara Municipal Jardim do Paraíso actualmente
Nas duas primeiras fotografias não existia, ainda, aquela espécie de anfiteatro grego visível, parcialmente, na última (lado direito inferior).

6 comentários:

Cris disse...

Minha querida Elisabete
Esse foi o primeiro lugar que conheci em São Miguel,em 2007 o Evento aconteceu no Teatro.Fiquei longos intervalos fumando meu cigarro e com os pensamentos correndo soltos pela Ilha.E esse ano,exatamente ali naquele muro,nesse lugar encantador aconteceu algo que um dia hei de colocar num livro,por enquanto são memórias e quando as puder aprimorar,vão estar desenhadas de uma maneira muito especial.Como é o meu amor por essa Ilha.
Beijos querida e obrigada.

Elisabete disse...

Amor que partilhamos, querida Cris.
Fico à espera dessas memórias aprimoradas.
Beijinhos

Jose Augusto Soares disse...

Ou...de como é possível modernizar sem estragar...

joão coelho disse...

O meu primeiro filho nasceu aqui, na Casa de Maternidade da R.Grande, opção da mãe que era enfermeira de saúde pública, como se dizia na altura. Pô-lo cá fora a Marcelino, outra enfermeira, colega da então minha mulher, rapariga do Corvo, com braços que dobravam os meus, despachada no serviço viu que o Nuno vinha com o cordão umbilical à volta do pescoço, agarrou na tesoura e cortou-o num ápice, safando-o da axfixia.
Era sobrinha do famoso Padre Rita, do Corvo, patriarca e matriarca anos e anos daquela meia dúzia de gatos pingados, quando vinham os grandes temporais de Inverno, ligava para o Emissor pedindo "..oh homens botem aí umas músicas alegres para nos animar, que por aqui os ventos são muitos e a noite tá negra.." o bom do padre mandara a Marcelino para S.Miguel fazer enfermagem, ele ia envelhecendo, era preciso alguém que acudisse ao povo, não é que a menina apanhou os "ares" da ilha grande e Corvo viste-a, meteu-se na R.Grande a ajudar a parir meninos e deixou-se ficar..
Na noite em que o meu filho nasceu,telefonei ao meu pai que estava no Coliseu Micaelense a ver uma coboiada para aliviar as ânsias - era o primeiro neto (e foi o único que conheceu) - e depois fiz as "capelinhas" que àquela hora ainda estavam de porta aberta na Ribeira Grande..e lá fui depois até à casa do meu amigo Emanuel que me dissera para lá pernoitar, de forma que pela primeira e única vez na minha vida, dormi em cama de padre, padre dr. Hermínio Pontes para ser mais preciso, pároco da Igreja Matriz de P.Delgada com sermões vigiados pela pide, proibido de os fazer de improviso, por via de umas sugerências que fizera à necessidade de haver Paz - quando andávamos em guerra nas "provincias ultramarinas"..
Foi uma noite santa, eu feito pai,meio aparvalhado com a ideia (como é ser pai?) estendido numa cama abençoada, na então Vila da Ribeira Grande. E foi há 35 anos.

Abraços e beijos

Elisabete disse...

José Augusto,
Temo que nem sempre se modernize sem estragar. Não quero que as "minhas ilhas" percam a frescura e a beleza que aprisionaram o meu coração para sempre.

João,
Belas recordações da cidade onde vivi, amei, sofri e aprendi. Tanto!!!

Ibel disse...

Em Agosto lá estarei, se Deus quiser.Não vejo a hora de chegar!