sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Piquei-me nas silvas dos Açores...

Luas do Pico
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Subitamente, olhei para ti
Como quem olha para quem nunca viu
Como se fosse um luzeiro, eu descobri
Que os ventos que cruzam o Canal passam por ti
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Subitamente, nasci em ti
Na transparência da dor e do frio
Como se fosse um atalho que percorri
Piquei-me nas silvas do Pico, fiquei por aqui
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Juntos traçámos as nossas rotas impossíveis de maresia
Cruzámos, velhos loucos, oceanos em veleiros de agonia
Guardámos nossas dores nos rumores que os ventos então traziam
Cravámos uma âncora de esperança no porto da nossa ilha
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Subitamente, mais perto de ti
Soltei amarras do velho navio
Atravessei o Canal e então percebi
Que as luas que nascem no Pico são todas para ti
********
Juntos traçámos as nossas rotas impossíveis de maresia
Cruzámos, velhos loucos, oceanos em veleiros de agonia
Guardámos nossas dores nos rumores que os ventos então traziam
Cravámos uma âncora de esperança no porto da nossa ilha
******
Letra e música: Luís Alberto Bettencourt
Intérprete: Piedade Rego Costa
Álbum: 7 Anos de Música

6 comentários:

Jose Augusto Soares disse...

Belo poema.
Obrigado.

Elisabete disse...

É realmente um belo poema. E a música também é muito bonita, com certeza conhece.
Eu é que fico infinitamente grata pelas coisas lindas que vocês têm e me emocionam tanto.
Um abraço

Ibel disse...

Poema lindíssimo,elisabete!Fico curiosa em relação à música.
Beijinho.

Elisabete disse...

É linda, Ibel! Todos os temas do CD são belíssimos.
Beijinho

Mar de Bem disse...

...eu também quero!
Oh, José Augusto, também cá estás?
Elisabete, esta tribo está cada vez melhor e maior!!!

Benditas "manas", Dica e Lia/Ibel, que me trouxeram pela mão até estas "ilhas..."
Beijiiiiiiinhos

Elisabete disse...

O José Augusto é um dos primeiros visitantes deste blogue.
É com muito prazer que o recebo. Como a vocês, minhas queridas.